terça-feira, 4 de novembro de 2008

FILME: A GOVERNANTA POR LUCIANO LUCCI RAMOS



A fotografia do filme é belíssima. Retrata bem os ambientes cenográficos, oferece bastante contraste proporcionando uma luz suave principalmente nas cenas em que é utilizada a luz de velas. Com o movimento das chamas, a suavidade da luz ganha o clima real e fiel do que os olhos vêem. Na primeira cena do filme, uma luz direta ou frontal, mostra com esplendor o elenco. Durante a projeção do filme observamos uma variedade de luz como a contraluz na cena em que a personagem Rosina caminha ao longe na praia com Clementina, formando uma linda silhueta fotográfica.


A maior parte do filme tece por uma luz difusa/suave usando a luz de maneira indireta, contrastando com as sombras, como nas cenas em que os personagens criam um cenário fotográfico com frutas e uma asa branca de pombo, formatando as áreas de sombras com uma iluminação lateral. A natureza morta traz um clima soturno e uma luz lateral alivia a cena. Em alguns closes há uma luz semi-difusa; e na cena em que as duas personagens estão brincando no campo, a luz “dura “ aparece de forma irrefutável.


O filme trata bem de um momento da fotografia no século XIX. O fazer fotográfico, como compor, como fotografar, as lentes, a fixação e a luta para dominar uma nova linguagem. Mas é salutar ver o desenvolvimento técnico da fotografia tratado, pelo menos no filme, de forma historicamente correta. É de fundamental importância a aula de fotografia que serve de pano de fundo para um filme romântico.


Rosina vai trabalhar como governanta para uma afortunada família, numa ilha da Escócia. Após a difícil adaptação, ela consegue conquistar a confiança da mimada Clementina, filha do casal, e do próprio patrão, um pesquisador na área de fotografias. Seu conhecimento e interesse pela ciência fazem com que ela se torne sua assistente.


Os dois começam a explorar esta nova arte, transformando este entusiasmo em uma paixão incontrolável. Quando Henry, o filho mais velho, é expulso da universidade e retorna para casa, logo se apaixona por Rosina, sem saber que ela é amante do seu pai, e a atração e curiosidade que Henry sente torna-se um perigo para Rosina, ameaçando seus segredos. Uma cena, em particular, onde é mencionado o nome de Louis-Jacques Mandé Daguerre, quando Rosina comenta com Charles Cavendish no laboratório “O que o Sr. Daguerre pensaria...?”.


O final também fecha com chave de ouro, em uma cena memorável, quando a câmera vai se aproximando do rosto da personagem, formando um belo close com uma luz frontal suave deixando os olhos da personagem expressivos e pungentes, retratando os seus sentimentos.








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sábado, 1 de novembro de 2008

SUBÚRBIO FERROVIÁRIO DE SALVADOR - BA


Fiz uma visita técnica ao subúrbio e pude perceber um pouco da sua infra-estrutura, da linha de trem Calçada-Paripe, das praias e da moradia de sua população que, no meu ponto de vista inicial, era faminta, perigosa e agressiva, pelo seu histórico de atos de vandalismo aos vagões de trem, até que eu pudesse ver de perto um pouco do subúrbio e sua realidade.

Começando pela viagem de trem, pude ver as famílias residindo próximas aos trilhos, com um pouco de intimidade, por suas casas estarem praticamente a um metro de distância dos trilhos.

Pessoas no seu dia-a-dia almoçando em suas residências, tomando banho de mar, apreciando, pelas janelas de suas casas, o trem passar e outras discutindo coisas de interesse pessoal, sabe-se lá o que...

O trem passava rápido pelos trilhos que estava desgastado pelo tempo, porém seus vagões eram verdadeiras obras de arte de grafiteiros, demonstrando alegria e beleza ao subúrbio.

Vi a alegria dos pescadores com sua pesca, as pessoas dançando nas barracas ao som de músicas baianas.

O que mais chamou atenção foram as praias belíssimas e despoluídas, onde vi pessoas praticando mergulho, windsurf e passeando de barco (lanchas), não esquecendo que um dia essas mesmas praias eram impróprias para o banho devido ao alto índice de poluição, provocando doenças de pele, escassez de peixes para a pesca. Alastravam-se doenças naquela região.

O descaso com o subúrbio era assustador, segundos os moradores do local. Depois dessa maré negra houve um melhora expressiva ao aspecto no subúrbio, onde uma ação de saneamento elevou a auto estima e a qualidade de vida de seus habitantes.

Pude constatar que o subúrbio é uma cidade dentro de outra cidade. Tem tudo nos bairros: igrejas, restaurantes, feiras, lojas, bares, escolas, postos de saúde, etc.

Saí da visita técnica com outra imagem: claro que mais positiva. Afinal, o subúrbio ferroviário precisa de seus representantes no governo para que o povo local tenha melhores transportes, lazer e atendimento às suas reivindicações.







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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

FILME: O JORNAL POR LUCIANO LUCCI RAMOS



O jornal é um filme do diretor Ron Howard que retrata de forma estapafúrdia a rotina de um tablóide de Nova York (The Sun). O cotidiano de uma redação é mostrado no filme, que não respeita o código de ética do jornalismo. O diretor apresenta um ambiente com brigas, roubos, tiros, agressão física e verbal, ameaças de fontes e cortes constantes de matérias. Esta última rotineira numa redação de jornal não fictícia.

O filme gira em torno de dois inocentes jovens negros que são acusados de assassinar dois brancos. O personagem Henry Hackett, interpretado pelo ator Michael Keaton, descobre a inocência dos jovens e a tensão cresce em busca da nova manchete. Ele tem que correr contra o tempo e a hierarquia do jornal para poder mudar a vida dessas pessoas e ser reconhecido por sua chefe.

Claro que se trata de uma comédia americana, levando em consideração o stress do dead line dos personagens do filme, que é próximo da realidade de uma redação, estando sob tensão constantemente.

O filme aborda o drama da vida pessoal dos personagens Diretor-Executivo, Administrativo, Comercial, Redação, Editor-Chefe, Chefe de Reportagem, Diagramadores, jornalistas, fotógrafos e repórteres que acabam esquecendo-se de si e dos familiares em busca de uma grande manchete ou matéria jornalística.

Nessa ficção adaptada para o cinema, o furo jornalístico está acima da ética e dos bons conceitos. Em uma das cenas, um jornalista é dispensado por ser ético demais... é hilário, afinal, o profissional da comunicação tem como dever informar e ser informado, ter acesso à informação correta e veracidade dos fatos. O compromisso com a responsabilidade social é de fundamental importância.

A conclusão desse filme é ver que, infelizmente, mesmo numa ficção cinematográfica, o profissional da comunicação é visto como aquele que tem a capacidade de mudar os fatos a qualquer custo, passando por cima da hierarquia e quebrando o código de ética. O que vi no filme foi uma comédia motivada por hipérboles e sarcasmo sobre o dia-a-dia de uma redação de jornal.





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SEQÜESTRO RELÂMPAGO


A advogada Luciana Vilar, 27 anos, tomava água de coco no Jardim dos Namorados, em uma sexta-feira por volta das 16 horas, quando foi abordada por seqüestradores ao retornar à seu veículo. Dois homens armados a renderam. Ela levava em sua bolsa apenas 10 reais, o celular e a carteira de habilitação.

 “Na ocasião do seqüestro não acreditei que isto estava acontecendo comigo... mantive a calma o tempo todo. Quase entrei em pânico quando eles pegaram a BR 324. Foram duas horas de tortura e o carro estava em alta velocidade. Os vidros escuros do veículo, ao invés de me ajudarem, acabaram me prejudicando, pois não tinha como acenar por socorro”.


Ela foi liberada ilesa duas horas depois e o veículo levado pelos sequestradores. “Tive muita sorte, pois não possuia em mãos cartões de crédito, talão de cheques nem dinheiro...”, concluiu.
A Secretaria da Segurança Pública afirma que o seqüestro relâmpago é um crime muito comum nos grandes centros urbanos e interiores dos estados brasileiros. Tornou-se um modismo entre os marginais. As vítimas, após seqüestradas, são mantidas por um curto espaço de tempo com os bandidos (algumas horas), o que parece uma eternidade para quem está sob ameaça.

Artimanhas dos bandidos - Os alvos preferidos dos bandidos são mulheres, idosos e pessoas sozinhas. Eles apossam-se dos cartões magnéticos, cheques assinados, dinheiro, jóias e, geralmente, as pessoas são agredidas e seus familiares ameaçados.


As abordagens acontecem, usualmente, quando o indivíduo está embarcando em seu veículo estacionado em via pública e, principalmente em locais de pouco movimento, mal iluminados e nas proximidades das favelas.

O tempo que elas permanecem com os seqüestradores é, geralmente, apenas o necessário para que façam saques e compras com os seus cartões de crédito.


Ocorrem, também, quando está chegando em casa e se preparando para colocar o veículo na garagem; e nas paradas a fim de discutir pequenas “batidinhas” com veículos - feitas de propósito pelos infratores -, principalmente à noite.


Os sequestradores também atacam quando alguém transita sozinho por ruas de pouco movimento, ao chegar em suas residências, não observando a presença de gente estranha próxima do portão e ao procurar caixa eletrônico para fazer saques, sem verificar a existência de suspeitos nas proximidades.


O Centro de Documentação e Estatística Policial (CEDEP), da Secretaria da Segurança Pública da Bahia, informou que, entre janeiro e julho de 2008, foram registrados 11 ocorrências na capital baiana e uma na Região Metropolitana de Salvador.

Box/Quadro
Para evitar a ocorrência desse tipo de delito, a Secretaria de Segurança Pública fornece algumas recomendações:


COMO EVITAR:

• Sempre que possível, mudar os caminhos e horários habituais;

• Procurar observar, antes de sair ou entrar em casa, se não há pessoas estranhas nas proximidades ou reparos (água, luz, telefone etc.) intermináveis. Na dúvida, não entrar ou sair. Ligar para a polícia;

• Evitar ostentar riqueza, especialmente por meio de seu veículo;

• Não comentar publicamente valores de seus bens ou planos de viagens, negócios etc. Os seqüestradores podem chegar à fila do shopping e começar a puxar papo e depois seguir você e atacar;

• Suspeitar de telefonemas desconhecidos ou pesquisas solicitando informações sobre moradores ou hábitos da casa. Instruir crianças e funcionários a não comentarem nada (rotina, hábitos etc.);

• No caminho do trabalho, procurar memorizar postos policiais do percurso. Em caso de perseguição, se dirigir a um;

• Evitar parar em locais pouco movimentados e mal iluminados;

• Observar se não está sendo seguido e se não há veículos estranhos parados em sua rua, com pessoas desconhecidas;

• Ficar atento nos cruzamentos; nunca encostar no carro da frente (pare em uma distância em que seja possível enxergar pelo menos parte do pneu do carro da frente). Evitar as faixas das extremidades e a primeira fila de veículos. Mantenha a atenção e portas e vidros fechados;

• À noite, ao se aproximar do farol, reduzir a velocidade, para dar tempo de o sinal ficar verde sem ter que parar seu veículo;

• Ao descer do veículo ou entrar nele, verificar se não está sendo observado. As vítimas costumam ser atacadas no momento do embarque ou desembarque (atenção para abrir/fechar portão, colocar o cinto etc.);

• Evitar levar na carteira vários cartões de banco, talões de cheque (fique com folhas avulsas) e senhas eletrônicas anotadas. Levar consigo pequenas quantias em dinheiro e ter sempre dinheiro trocado que possa ser entregue ao ladrão;

• Quando sair do banco ou do caixa eletrônico, verificar sempre se você não está sendo seguido;


COMO PROCEDER SE VOCÊ FOR VÍTIMA:

• Caso seja abordado, manter a calma e seguir as instruções dos seqüestradores;

• Não reagir; Manter as mãos no volante e tentar comunicar-se, indicando claramente o que vai fazer. Por exemplo, se for tirar o cinto, avise: “Vou tirar o cinto com esta mão, posso?”;

• Jamais ameace um seqüestrador;

• Não tentar fugir;

• Não se curvar totalmente aos seqüestradores, ou seja, não demonstrar ter medo, a ponto de eles acharem que você é muito frágil. Mas também não os subestime e não seja audacioso.

• Ficar calmo e tentar ser flexível e ter em mente que o seqüestro vai durar algumas horas, mas que eles só querem o dinheiro, na maioria dos casos.






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HOSPITAIS PUBLICOS DE SALVADOR - BA


O amor à medicina é coisa do passado? O que faz os médicos por amor ao próximo sem visar o lucro? Há que ponto a medicina chegou com o pensamento comercial? O respeito à vida por parte do estado é uma piada?

São perguntas que todas as vítimas, independentemente de recursos financeiros, e que passam por momentos dolorosos, fazem. Os hospitais públicos e prontos socorros são muitas vezes comparados a açougues, onde seres humanos não têm valor, são mal tratados, humilhados, torturados psicologicamente e mortos por negligência e descaso.

As causas são a crescente escassez de recursos, dificuldades de acesso aos exames ambulatoriais e medicamentos, a falta de leitos, lentidão e desorganização das filas de transplantes, máquinas de hemodiálise precárias.

Também problemas na higiene hospitalar, incapacidade de atendimento às gestantes, falta de anestesiologistas, plantonistas, grosserias verbais por parte de funcionários ao cidadão carente contribuem para isso. É lamentável!

A conscientização dos profissionais da saúde para a questão da humanização dos ambientes hospitalares é fundamental para a melhoria, e mudar o conceito que o cliente não é o paciente, e sim o governo que paga as contas e por pagar pouco não merece consideração.

A conclusão: é financeiramente vantajoso para os médicos trocar o serviço publico pelo sector privado. Com isso as portas nas unidades públicas de saúde ficam abertas permanentemente para as saídas dos mesmos e a entrada constante dos doentes.

O enrijecimento desses profissionais da saúde começa na faculdade de medicina, afastando emoções e sentimentos, em nome da objetividade. Esse raciocínio ambíguo os fazem acreditar que a doença não é uma pessoa, e não se deve gostar dela. O que é um erro confundir pessoas enfermas e carentes com a própria doença.

A situação da saúde se agrava mais! Quanto ao crime do exercício ilegal da medicina, cobrar taxas extras para atender pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), como acontece de forma ilícita por parte de fraudadores, é injusto. Infelizmente a deficiência de unidades públicas de saúde no nosso país é uma vergonha!

Cabe ao Ministério Público apurar tamanho descaso com a vida humana. O direito a saúde é constitucional e dever do Estado. Afinal, os impostos são pagos pela população para, dentre outras obrigações do Estado, criar condições de atendimento em unidades públicas de saúde, programas de prevenção, medicamentos e atendimento universal e integral.

A solução dessa calamidade pública é garantir a gestão eficaz do dinheiro público. O consenso igualitário da saúde, solidariedade, cooperação, respeito ao próximo, dignidade e amor são os ingredientes para uma sociedade melhor na dimensão da vida.





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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

LUCIANO RAMOS (JORNALISTA)



LUCIANO LUCCI RAMOS nasceu na cidade de Senhor do Bonfim-Bahia, vindo a residir em Salvador com apenas um ano de idade. A sua vocação para a fotografia surgiu na infância, utilizando a máquina fotográfica como brinquedo predileto. Sua habilidade pela arte fotográfica foi crescendo e, aos 15 anos, iniciou suas atividades, de forma amadora, demonstrando desenvoltura e talento pela profissão.


Tornou-se fotógrafo profissional aos 17 anos, afirmando sua aptidão profissional, exercendo-a com zelo o fotojornalismo. Hoje esse jornalista com características próprias, com a fotografia documental, tem como função chamar a atenção para a notícia.












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A DINÂMICA DA DEONTOLOGIA NAS REDES


Esse conjunto de deveres, princípios e norma ética, pensamento filosófico e essa conduta ideal do homem, torna-se um conjunto de regras ordenadas e justas para a sociedade.

Perfeito até então: postura centrada e qualificada para ciência, que estuda as diversas teorias. Na prática jornalística é altivo estabelecer o exercício profissional.

Mas a dinâmica da deontologia no ciberespaço muda de conceito, o sistema das notícias e seus padrões jornalísticos ganham “asas à liberdade”. Rompendo regras e dificultando o modelo deontológicos aprioristicos.

Nessa nova modalidade da rede, muitos jornalistas tem trocado a reflexão pelo operacionalismo, matematicamente acumulando dados. Essa faca de dois gumes possibilita a informação instantânea e pouca reflexão.

Esse processo evolutivo pelas redes digitais por onde navega a sociedade acaba aumentando a crise das normas convencionais. E mudando o conceito de que não importa se os valores sejam “bons” ou “maus”, o que realmente basta são novos valores frente aos velhos.

As organizações jornalísticas reúnem vários profissionais, através do acesso da rede, que fica cada vez mais ampla e diversificada convencendo aos usuários a produzirem seus conteúdos. Isso significa que a credibilidade jornalística através da evolução das redes, deixou claro que a confiança da sociedade para com as notícias não é mais da mesma forma clássica, obedecendo rigorosamente o exercício de normas e prescrições do código de ética.

Com isso fica claro que a modernidade restringe a ética de certo modo. No ciberespaço a deontologia não descarta os códigos de ética, mas transforma a percepção do profissional da área.





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DAS RELAÇÕES PROFISSIONAIS (CAPÍTULO IV)



Das relações profissionais fixei nas cláusulas dos Art. 13 e 14 para expor minha opinião mediante o código de ética. É um elemento vital no jornalismo, consciência moral, caráter, dever, filosoficamente expressa o que é bom para o indivíduo e sociedade.

Um jornalista consciente do dever de informar está aberto às opiniões independente dos seus conceitos. Respeitando as divergências alheias, seja religião, etnia, política, sexualidade ou nacionalidade.

Portanto, o profissional deve e pode recusar-se a executar tarefas que desabonem o código de ética ou agridam suas convicções. É importante a relação de respeito entre profissionais sem que haja razões de ameaça, assédio moral ou sexual.

É correto e justo que as funções jornalísticas sejam correspondentes ao trabalho extra. Mas será que funciona assim?

A Comissão Nacional de Ética (CNE), órgão com poderes para julgar as denúncias de transgressão ao código de ética dos jornalistas, ver quando o profissional é injustiçado ou vítima do poder da hierarquia?

O código trata das relações entre jornalistas dizendo o que um profissional da comunicação não deve fazer com o seu companheiro de profissão, por exemplo: “acumular funções jornalísticas ou obrigar outro profissional a fazê-lo”; “ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional”; e “criar empecilho à legítima e democrática organização da categoria”.

E se o próprio profissional da comunicação resolver denunciar o seu chefe ficará tudo bem no currículo?

São perguntas que ficam flutuando sem respostas. Afinal, no quarto poder nem todos seguem o código de ética jornalística ao pé da letra. Mas na ética de ser um profissional politicamente correto a resposta é sim!





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A FOTOGRAFIA JORNALÍSTICA








A fotografia jornalística oferece uma visão ampla com objetividade no assunto escolhido e que através da imagem possa convencer a veracidade do fato. Analisando o jornal Correio da Bahia do dia 10 de outubro 2008, percebi que etnograficamente, as fotos não deixam a nossa cultura afro-brasileira fora do cardápio, exemplo, na matéria “Pelô na Copa”.

É importante ressaltar que a capa do jornal traz uma fotografia em movimento de perfeita percepção para a manchete, que diz “Estrada da morte concentra 23% dos acidentes”. A fotografia já diz tudo, os carros correndo freneticamente ao escurecer, dando uma dramaticidade ao acontecimento.

Na matéria “casal vai as ruas pedir emprego”, a fotografia disse através dos meus olhos. “Não precisa ler a matéria”,a função foi chamar atenção da notícia antes mesmo de ser lida. Essa é o objetivo da fotografia jornalística falar tudo na imagem.

No anúncio “Festiva Comida di Buteco divulga os vencedores” a sinestesia na foto é de fato importante. As fotos em que aparecem pessoas expressando sua dor fica clara a sensibilidade fotográfica. Portanto, a imagem é de fundamental importância para substituir a linguagem verbal ou escrita.

Na categoria esportiva, o impacto das fotos afirma a expressão de sucesso ou de derrota, com características próprias. Finalizo essa análise com a foto documental de Dow Jones desesperado no pregão em Nova York.




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quinta-feira, 29 de maio de 2008

CASTRAÇÃO, VACINAÇÃO E VIOLÊNCIA CONTRA ANIMAIS

Com o objetivo evitar a reprodução descontrolada dos animais e o aparecimento de doenças, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e a Organização não governamental Terra Verde Viva firmaram parceira na castração e vacinação de animais que vivem nas ruas de Salvador. Foram feitas cerca de 400 castrações em 45 dias. Os animais são levados para uma clínica veterinária e têm a cirurgia de esterilização financiada pelo Governo do Estado.

O trabalho envolve animais errantes (que vivem nas ruas), semi-domiciliados (tem quem cuide, mas passam a maior parte do tempo nas ruas, pois a casa é apenas um ponto de apoio) e domiciliados (tem casa e dono). Segundo a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), uma única cadela, com uma vida reprodutiva de seis anos, pode gerar cem filhotes, enquanto uma gata em apenas dois anos pode deixar duzentos descendentes.

Em Salvador, existe uma grande população de cães de rua - cerca de 60 mil - e semidomiciliados - estima-se 300 mil - segundo o Centro de Controle dos Zoonozes. Cães esses, portadores de doenças que são transmitidas aos homens. A Associação Terra Verde Viva recolhe em grande quantidade esses animais, tirando das ruas, higienizando, vermifugando, vacinando contra diversas doenças e castrando, já que o uso de anticoncepcionais, não só por ser caro, é de difícil controle na aplicação.

Terra verde Viva combate maus tratos

No entanto, a Associação é terminantemente contra a execução desses animais. “Depois de castrados, os cães voltam para as ruas com uma numeração tatuada na orelha para comprovar que não traz riscos para a população”, afirma Ana Rita Tavares, advogada, consultora jurídica e presidente da ONG.

A presidente da ONG conta ainda que enfrentou problemas com o Centro de Controle de Zoonozes. “Esse órgão, absurdamente malfeitor dos bichos, embora deva ter outra função, que é fazer o controle populacional, das zoonozes – que são as doenças passadas dos bichos para os seres humanos – sacrifica os animais”.

A Lei 9.605/98 e o Decreto 3.179/99, ambos federais, tiveram o mérito de fazer ordenamentos quanto às ações lesivas do homem ao meio-ambiente, abrangendo a flora, a fauna vertebrada e todas as espécies de patrimônio público, estendendo a punibilidade que só havia no campo administrativo, aumentando os seus graus de penas para o campo criminal.

Animal doméstico é aquele que tem seu habitat nos agrupamentos populacionais; em outras palavras, está acostumado a viver junto ao homem. No caso dos animais domésticos, a grande novidade é que a Lei, no seu Artigo 32, prevê ao malfeitor prisão de três meses a um ano, e o Decreto, no seu Artigo 17, multa.

Existem pessoas que maltratam animais pelo simples prazer de maltratar, como um ato de crueldade gratuita e covarde, visto que o animal não tem a compreensão do porquê de está sendo maltratado. Outros, adotam animais e não sabem tratá-los bem. Entende-se por maltrato não dar carinho, alimento, deixar sozinho por longo período, agredir fisicamente, não tratar de suas doenças e não vacinar.

Ação criminal contra o extermínio dos animais
A Associação Terra Verde Viva entrou com uma ação criminal, através do Ministério Público, contra o extermínio em massa dos animais de rua. Ana Rita propôs ao Promotor da Primeira Promotoria do Meio-Ambiente, Luciano Santana, a criação de um CD com músicas de axé contra a prática de violência aos animais.

O CD tem sete faixas com músicas que abordam a castração, esterilização, abandono, ressaltando a música “Cuide Bem”, que foi criada para substituição da canção Atirei o Pau no Gato, que passou de geração a geração, estimulando os maus tratos aos animais.

Segundo Ana Rita, “’Atirei o pau no gato e o gato não morreu...’” passa uma idéia de muita perversidade, estimulando as crianças a maltratar os bichos. Ela ressalta outras músicas como “’Boi-boi da cara preta, pega esse menino que tem medo de careta...’”. Por medo e outros motivos, as crianças crescem incentivadas a desenvolverem a violência contra o animal. A canção “Cuide Bem” veio para substituir essas músicas motivadoras de violência aos bichos.

Os CDs vêm sendo divulgados em escolas públicas, particulares e em faculdades de direito e veterinária, com a finalidade de conscientizar, pedagogicamente, as pessoas, levando em consideração a faixa etária das mesmas.

A Associação recebe diariamente cerca de cinco denúncias sobre maltrato aos bichos e instaura aproximadamente, cento e vinte processos contra agressores de animais por mês.

Em 2007, Ana Rita esteve com o Secretário da Segurança Pública que havia se comprometido com a instalação de uma delegacia de proteção ambiental. Ela ressalta que a instalação dessa delegacia especializada, bem aparelhada, inibe os criminosos a cometerem delitos contra os animais, citando como exemplo o caso de um indivíduo que solicitava à vizinhança filhotes de cachorro, dizendo que era para criar no seu sítio. Na realidade, ele criava cobras e dava os filhotinhos, ainda vivos, como alimento. Com a denuncia, a associação entrou com o processo garantindo a segurança dos animais que serviam de alimento e punição para o criminoso que aguarda sentença jurídica.



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DESIGN GRÁFICO NA DÉCADA DE 60: O PSICODELISMO, OS PROTESTOS E ÁS NOVAS TÉCNICAS



Foi durante a década de 60 que o design gráfico era visto como uma solução para os problemas de comunicação. Era algo semelhante à moda da época, tendo a preocupação do bom gosto do moderno e até mesmo avançado, e não se tratando somente de uma arte visual, mas também verbal, atraindo o interesse dos acadêmicos.

Nos anos 60 os designers sentiram os efeitos nas mudanças técnicas, apesar da sua percepção de que havia mais coisas na comunicação além de seu conteúdo óbvio. A fotografia foi uma inovação fundamental por sua geração de imagem em preto e branco e em cores, permitindo o espacejamento de letras como meio de composição. Atualmente os computadores permitem o armazenamento, o photoshop e a rápida organização das informações.

A partir dos anos 60 houve mudanças nos hábitos, diversificação e desafios profissionais envolvendo os fatores culturais políticos do que, o propriamente dito, mudanças tecnológicas. A guerra do Vietnã (1964-75), os protestos sociais, a revolução cubana, a música pop e o uso de drogas alucinógenas foram expressos em linguagem gráfica.

As mudanças também foram feitas por questões pessoais dos próprios designers. Exemplo disso é Wes Wilson, um dos designers mais importante da época, que se utilizava do LSD para escolher suas cores e gráficos em experiências visuais. O psicodélico era liberdade de expressar a combinação de efeitos de vibração óptica, obtidos por meio de cores.

O nome mais conhecido dos designers psicodélicos do estado da Califórnia (USA) era Victor Moscoso, o único com formação em arte. Moscoso combinava letras formais que ele tornava quase ilegíveis, utilizando os espaços existentes entre as mesmas e dentro delas era contrabalançado pelas próprias letras utilizando do mesmo, cores adjacentes contrastando entre si com igual intensidade.

No final dos anos 60, os estudantes e grupos de protestos dominaram as técnicas de impressão alcançando de forma surpreendente o desafio ao avanço técnico e a mídia eletrônica. A principal técnica utilizada pelos estudantes era a serigrafia, e os slogans eram inspirados nos gritos de guerra, usados pelos próprios para desafiar a polícia na revolta estudantil em maio de 1968, em Paris (França). Eram produzidos pôsteres no atelier Populaire pelos estudantes da École Dês Beaux-Arts ( Escola de Belas Artes), utilizando o preto e o branco, na maioria das vezes. Eles exploravam a simplicidade nos meios gráficos.

Os pôsteres exerciam um importante apelo à paz e ao desarmamento. Eram considerados políticos e culturais. Além de objeto decorativo, tornou-se um símbolo de status e compromisso ideológico nas residências. Com isso, enalteceu os limites do design gráfico que não era mais visto apenas por interesses comerciais.











Foto: Luciano Lucci Ramos

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A ARTE MEXICANA




A história da arte mexicana dá inicio ao período pré-colombiano, surgindo pinturas com cores vivas em vasos de cerâmica e paredes dos templos. No século XX surgem grandes pintores mexicanos, a exemplo de Diogo Rivera, Frida Kahlo, José Clemente Orozco, David Alfaro Sirqueiros, Francisco Toledo e Rufino Tamayo.

Esses grandes artistas mexicanos deixaram na história da arte grandes obras utilizando técnicas do Expressionismo e temas nacionalistas. Foi durante as décadas 20 e 30 que a arte mexicana revolucionou com o movimento muralístico mexicano acreditando em redimir artisticamente aqueles que deixaram no esquecimento a importância da civilização pré-colombiana.

Considerando a pintura de cavalete burguesa, pinturas em murais eram requisitadas para decoração de edifícios públicos. Muitos artistas mexicanos pintavam com veemência, enormes murais. Diogo Rivera foi exemplo com a sua arte realista com fortes convicções socialistas inspirando-se na arte asteca.

Expressando com facilidade o pós modernismo e cubismo. O auto-retrato também marca a história da arte mexicana com o “Kahloismo” de Frida Kahlo. A sua pintura é qualificada como surrealista, mas Frida acaba declarando: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade."

Nunca pintei meus sonhos. Pintei minha própria realidade”. Casada com Diogo Rivera, Frida Kahlo deixa na história da arte obras como: Auto-retrato, Cristina Minha irmã, Diego em Meu Pensamento, entre outras.

Nos anos 60, os jovens pintores abandonam os temas revolucionários preferindo dar à pintura do México uma identidade universal. Algumas das grandes obras da arte mexicana:


Diogo Rivera: Mural
Procissão Religiosa
O Dia das Flores
Zapata
José Clemente Orozco:
Mural- A idade do ouro Pré-Colombiano
Civilização Americana
Prometheus
Rufino Tamayo:
As Mulheres
O Homem e a Flor
Natureza Morta 


Frida Kahlo



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WEBJORNALISMO



Webjornalismo é o jornalismo em rede. Pode ser também o jornalismo on-line, jornalismo eletrônico, ciberjornalismo ou jornalismo digital. É uma forma de instantaneidade às informações tendo uma característica marcante a interatividade.No webjornalismo as notícias ficam arquivadas para pesquisas a qualquer hora do dia, armazenando as informações em grande quantidade em pouco espaço, guardando-as indefinidamente, além de um custo barato de informações binárias. Notícias sempre inéditas sem ter que aguardar a banca de revista mais próxima abrir ou esperar o grito do jornaleiro EXTRA! EXTRA!

As informações do jornalismo de rede são muito rápidas, porém como nada é perfeito ocorre algumas falhas por conta da informação instantânea. Exemplo disso são os erros de português e ortografia por falta de conferência. Mas tem a sua vantagem de informação e atingindo ao ponto máximo da interatividade de rede, perenidade que é a capacidade de memória, hipertextualidade, personalização de conteúdo, customização e instantaneidade, automatizando os seus próprios caminhos para a notícia da sua preferência.

No webjornalismo o leitor tem várias vantagens de participar dos temas bombásticos e polêmicos, enviando formulários com a sua opinião para o jornal e outros leitores, participando ativamente das notícias do mundo do ciberespaço.O webjornalismo usa várias formas de mídias fazendo uma espécie de convergência de todas. Exemplo disso são os áudios, fotos, vídeos, textos e hipertextos e em breve poderá ter informações olfativas com transmissão. O mundo abre as portas do ciberespaço para estes novos canais do webjornalismo.











Foto: Luciano Lucci Ramos


É PROIBIDA A REPRODUÇÃO, TOTAL OU PARCIAL, DO CONTEÚDO DE TEXTO E FOTOGRAFIA, SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO AUTOR DA OBRA. PROTEGIDO PELA LEI 9.610/98.

CERÂMICAS DE MARAGOGIPINHO TEM TRADIÇÃO EXCLUSIVIDADE NA FEIRA DE SÃO JOAQUIM


Cerâmicas de Maragogipinho têm tradição e exclusividade na Feira de São Joaquim.

Produtos confeccionados em Maragogipinho, que é o maior pólo de arte cerâmica da América Latina, são vendidos com exclusividade na tradicional Feira de São Joaquim. Porquinho, agdá, nagé, caçarola, panela de barro, quartinha, travessa, talha, caneca, frigideira, cinzeiro são os produtos mais procurados, com destaque para o porquinho (porta-moedas), que é o mais vendido, com cerca de vinte mil unidades por mês, principalmente nas épocas de festas de largo.

Segundo Fernando Moreira, um dos proprietários da loja Artes e Barro, ele vai a Maragogipinho em busca do material para vender em sua loja. Afirmou que em época de festa de largo ou festa religiosa, os seus produtos tem maior procura no mercado artesanal, com destaque para a argila, que é vendida para as escolas de arte e também para uso medicinal, na cicatrização de feridas e na cura de algumas doenças de pele. Afirmou que em época de festa de largo ou festa religiosa, os seus produtos tem maior procura no mercado artesanal, com destaque para a argila, que é vendida para as escolas de arte e também para uso medicinal, na cicatrização de feridas e na cura de algumas doenças de pele.

Nedilson, proprietário há mais de trinta anos da loja Stand-Arte, loja pioneira desde a antiga Feira de Água de Meninos, falou emocionado que sua origem é de uma família tradicional da cultura do artesanato, e vendia os seus produtos na Feira dos Caxixis, tradicional na região. Disse ele que a tradição está acabando com a falta de apoio da cultura regional, pois os filhos da região estão saindo da cidade em busca de estudos e trabalho em outras regiões. Frisou que isto é preocupante!

Na loja Nau Artesanato, o proprietário Luís Alberto disse que há quatro anos compra produtos, dando destaque ao barro amarelo, que serve como cosmético para tratamento da pele. Destacou ainda que os produtos de Maragogipinho não abastecem suficientemente o mercado da Feira, tendo os feirantes que recorrerem a outros Estados para a compra de produtos para atender à procura dos clientes. Esta situação, segundo Luís Alberto, decorre da falta de artesãos na região.Salientou Nercília, filha de Vitorino, proprietário da loja Nazaré, que “falta mão-de-obra e talento em Maragogipinho, que vem do sangue de pai para filho”.

Os produtos de Maragogipinho já foram expostos no Teatro Castro Alves, em São Paulo, através da Bahiatursa, e em alguns países da América Latina e da Europa.

Reforma na Feira de São Joaquim abre as portas para o turismo.Os proprietários de lojas e os feirantes da Feira de São Joaquim disseram que depois da reforma as portas se abriram para o turismo. Os turistas que comparecem ao local ficam satisfeitos com a limpeza e a organização da feira.




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PRAIAS DO SUBÚRBIO DE SALVADOR ESTÃO LIVRES DE ESGOTOS


No trecho compreendido entre a avenida Contorno até São Tomé de Paripe foram eliminados 264 pontos de esgotos, tendo Salvador o índice de cobertura em esgotamento sanitário em torno de 71%, até o momento, informou a Assessoria de Comunicação da Embasa.

Para ver de perto os benefícios que as intervenções já trouxeram para os banhistas, pescadores e moradores do local, o Centro de Recursos Ambientais (CRA) afirma que o monitoramento das praias é feito de segunda a sexta-feira, com exceção de Periperi e Penha, que são impróprias para a pesca e banho devido à influência das enseadas que tem um desnível elevatório.

A Assessoria de Comunicação da Embasa afirma que “não existe nenhum lançamento indevido de esgoto no subúrbio de Salvador. Na vertente Atlântica (que compreende o trecho entre Porto da Barra até Stela Maris) foram eliminados os 73 pontos de esgoto”. O monitoramento das praias tem como objetivo as medidas preventivas e corretivas para a manutenção da qualidade das águas.

A praia de São Tomé de Paripe é considerada uma das mais freqüentadas da Baía de Todos os Santos. Localizada no bairro do mesmo nome, o mar com suas águas calmas é propício para a prática de windsurf, esqui aquático, caiaque e pescaria. Também é muito procurada nos finais de semana pelos moradores da região e turistas.

 O motivo deve-se ao fato da recente despoluição das praias da região e os benefícios que propiciaram ao meio ambiente.O descaso com as praias do subúrbio era assustador, segundo os moradores do local. Depois da despoluição das praias houve uma melhora expressiva ao aspecto das praias do subúrbio, elevando a auto-estima e a qualidade de vida dos seus moradores. Salvador, de 13 de junho de 2007.




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