quinta-feira, 29 de maio de 2008

CASTRAÇÃO, VACINAÇÃO E VIOLÊNCIA CONTRA ANIMAIS

Com o objetivo evitar a reprodução descontrolada dos animais e o aparecimento de doenças, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e a Organização não governamental Terra Verde Viva firmaram parceira na castração e vacinação de animais que vivem nas ruas de Salvador. Foram feitas cerca de 400 castrações em 45 dias. Os animais são levados para uma clínica veterinária e têm a cirurgia de esterilização financiada pelo Governo do Estado.

O trabalho envolve animais errantes (que vivem nas ruas), semi-domiciliados (tem quem cuide, mas passam a maior parte do tempo nas ruas, pois a casa é apenas um ponto de apoio) e domiciliados (tem casa e dono). Segundo a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), uma única cadela, com uma vida reprodutiva de seis anos, pode gerar cem filhotes, enquanto uma gata em apenas dois anos pode deixar duzentos descendentes.

Em Salvador, existe uma grande população de cães de rua - cerca de 60 mil - e semidomiciliados - estima-se 300 mil - segundo o Centro de Controle dos Zoonozes. Cães esses, portadores de doenças que são transmitidas aos homens. A Associação Terra Verde Viva recolhe em grande quantidade esses animais, tirando das ruas, higienizando, vermifugando, vacinando contra diversas doenças e castrando, já que o uso de anticoncepcionais, não só por ser caro, é de difícil controle na aplicação.

Terra verde Viva combate maus tratos

No entanto, a Associação é terminantemente contra a execução desses animais. “Depois de castrados, os cães voltam para as ruas com uma numeração tatuada na orelha para comprovar que não traz riscos para a população”, afirma Ana Rita Tavares, advogada, consultora jurídica e presidente da ONG.

A presidente da ONG conta ainda que enfrentou problemas com o Centro de Controle de Zoonozes. “Esse órgão, absurdamente malfeitor dos bichos, embora deva ter outra função, que é fazer o controle populacional, das zoonozes – que são as doenças passadas dos bichos para os seres humanos – sacrifica os animais”.

A Lei 9.605/98 e o Decreto 3.179/99, ambos federais, tiveram o mérito de fazer ordenamentos quanto às ações lesivas do homem ao meio-ambiente, abrangendo a flora, a fauna vertebrada e todas as espécies de patrimônio público, estendendo a punibilidade que só havia no campo administrativo, aumentando os seus graus de penas para o campo criminal.

Animal doméstico é aquele que tem seu habitat nos agrupamentos populacionais; em outras palavras, está acostumado a viver junto ao homem. No caso dos animais domésticos, a grande novidade é que a Lei, no seu Artigo 32, prevê ao malfeitor prisão de três meses a um ano, e o Decreto, no seu Artigo 17, multa.

Existem pessoas que maltratam animais pelo simples prazer de maltratar, como um ato de crueldade gratuita e covarde, visto que o animal não tem a compreensão do porquê de está sendo maltratado. Outros, adotam animais e não sabem tratá-los bem. Entende-se por maltrato não dar carinho, alimento, deixar sozinho por longo período, agredir fisicamente, não tratar de suas doenças e não vacinar.

Ação criminal contra o extermínio dos animais
A Associação Terra Verde Viva entrou com uma ação criminal, através do Ministério Público, contra o extermínio em massa dos animais de rua. Ana Rita propôs ao Promotor da Primeira Promotoria do Meio-Ambiente, Luciano Santana, a criação de um CD com músicas de axé contra a prática de violência aos animais.

O CD tem sete faixas com músicas que abordam a castração, esterilização, abandono, ressaltando a música “Cuide Bem”, que foi criada para substituição da canção Atirei o Pau no Gato, que passou de geração a geração, estimulando os maus tratos aos animais.

Segundo Ana Rita, “’Atirei o pau no gato e o gato não morreu...’” passa uma idéia de muita perversidade, estimulando as crianças a maltratar os bichos. Ela ressalta outras músicas como “’Boi-boi da cara preta, pega esse menino que tem medo de careta...’”. Por medo e outros motivos, as crianças crescem incentivadas a desenvolverem a violência contra o animal. A canção “Cuide Bem” veio para substituir essas músicas motivadoras de violência aos bichos.

Os CDs vêm sendo divulgados em escolas públicas, particulares e em faculdades de direito e veterinária, com a finalidade de conscientizar, pedagogicamente, as pessoas, levando em consideração a faixa etária das mesmas.

A Associação recebe diariamente cerca de cinco denúncias sobre maltrato aos bichos e instaura aproximadamente, cento e vinte processos contra agressores de animais por mês.

Em 2007, Ana Rita esteve com o Secretário da Segurança Pública que havia se comprometido com a instalação de uma delegacia de proteção ambiental. Ela ressalta que a instalação dessa delegacia especializada, bem aparelhada, inibe os criminosos a cometerem delitos contra os animais, citando como exemplo o caso de um indivíduo que solicitava à vizinhança filhotes de cachorro, dizendo que era para criar no seu sítio. Na realidade, ele criava cobras e dava os filhotinhos, ainda vivos, como alimento. Com a denuncia, a associação entrou com o processo garantindo a segurança dos animais que serviam de alimento e punição para o criminoso que aguarda sentença jurídica.



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DESIGN GRÁFICO NA DÉCADA DE 60: O PSICODELISMO, OS PROTESTOS E ÁS NOVAS TÉCNICAS



Foi durante a década de 60 que o design gráfico era visto como uma solução para os problemas de comunicação. Era algo semelhante à moda da época, tendo a preocupação do bom gosto do moderno e até mesmo avançado, e não se tratando somente de uma arte visual, mas também verbal, atraindo o interesse dos acadêmicos.

Nos anos 60 os designers sentiram os efeitos nas mudanças técnicas, apesar da sua percepção de que havia mais coisas na comunicação além de seu conteúdo óbvio. A fotografia foi uma inovação fundamental por sua geração de imagem em preto e branco e em cores, permitindo o espacejamento de letras como meio de composição. Atualmente os computadores permitem o armazenamento, o photoshop e a rápida organização das informações.

A partir dos anos 60 houve mudanças nos hábitos, diversificação e desafios profissionais envolvendo os fatores culturais políticos do que, o propriamente dito, mudanças tecnológicas. A guerra do Vietnã (1964-75), os protestos sociais, a revolução cubana, a música pop e o uso de drogas alucinógenas foram expressos em linguagem gráfica.

As mudanças também foram feitas por questões pessoais dos próprios designers. Exemplo disso é Wes Wilson, um dos designers mais importante da época, que se utilizava do LSD para escolher suas cores e gráficos em experiências visuais. O psicodélico era liberdade de expressar a combinação de efeitos de vibração óptica, obtidos por meio de cores.

O nome mais conhecido dos designers psicodélicos do estado da Califórnia (USA) era Victor Moscoso, o único com formação em arte. Moscoso combinava letras formais que ele tornava quase ilegíveis, utilizando os espaços existentes entre as mesmas e dentro delas era contrabalançado pelas próprias letras utilizando do mesmo, cores adjacentes contrastando entre si com igual intensidade.

No final dos anos 60, os estudantes e grupos de protestos dominaram as técnicas de impressão alcançando de forma surpreendente o desafio ao avanço técnico e a mídia eletrônica. A principal técnica utilizada pelos estudantes era a serigrafia, e os slogans eram inspirados nos gritos de guerra, usados pelos próprios para desafiar a polícia na revolta estudantil em maio de 1968, em Paris (França). Eram produzidos pôsteres no atelier Populaire pelos estudantes da École Dês Beaux-Arts ( Escola de Belas Artes), utilizando o preto e o branco, na maioria das vezes. Eles exploravam a simplicidade nos meios gráficos.

Os pôsteres exerciam um importante apelo à paz e ao desarmamento. Eram considerados políticos e culturais. Além de objeto decorativo, tornou-se um símbolo de status e compromisso ideológico nas residências. Com isso, enalteceu os limites do design gráfico que não era mais visto apenas por interesses comerciais.











Foto: Luciano Lucci Ramos

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A ARTE MEXICANA




A história da arte mexicana dá inicio ao período pré-colombiano, surgindo pinturas com cores vivas em vasos de cerâmica e paredes dos templos. No século XX surgem grandes pintores mexicanos, a exemplo de Diogo Rivera, Frida Kahlo, José Clemente Orozco, David Alfaro Sirqueiros, Francisco Toledo e Rufino Tamayo.

Esses grandes artistas mexicanos deixaram na história da arte grandes obras utilizando técnicas do Expressionismo e temas nacionalistas. Foi durante as décadas 20 e 30 que a arte mexicana revolucionou com o movimento muralístico mexicano acreditando em redimir artisticamente aqueles que deixaram no esquecimento a importância da civilização pré-colombiana.

Considerando a pintura de cavalete burguesa, pinturas em murais eram requisitadas para decoração de edifícios públicos. Muitos artistas mexicanos pintavam com veemência, enormes murais. Diogo Rivera foi exemplo com a sua arte realista com fortes convicções socialistas inspirando-se na arte asteca.

Expressando com facilidade o pós modernismo e cubismo. O auto-retrato também marca a história da arte mexicana com o “Kahloismo” de Frida Kahlo. A sua pintura é qualificada como surrealista, mas Frida acaba declarando: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade."

Nunca pintei meus sonhos. Pintei minha própria realidade”. Casada com Diogo Rivera, Frida Kahlo deixa na história da arte obras como: Auto-retrato, Cristina Minha irmã, Diego em Meu Pensamento, entre outras.

Nos anos 60, os jovens pintores abandonam os temas revolucionários preferindo dar à pintura do México uma identidade universal. Algumas das grandes obras da arte mexicana:


Diogo Rivera: Mural
Procissão Religiosa
O Dia das Flores
Zapata
José Clemente Orozco:
Mural- A idade do ouro Pré-Colombiano
Civilização Americana
Prometheus
Rufino Tamayo:
As Mulheres
O Homem e a Flor
Natureza Morta 


Frida Kahlo



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WEBJORNALISMO



Webjornalismo é o jornalismo em rede. Pode ser também o jornalismo on-line, jornalismo eletrônico, ciberjornalismo ou jornalismo digital. É uma forma de instantaneidade às informações tendo uma característica marcante a interatividade.No webjornalismo as notícias ficam arquivadas para pesquisas a qualquer hora do dia, armazenando as informações em grande quantidade em pouco espaço, guardando-as indefinidamente, além de um custo barato de informações binárias. Notícias sempre inéditas sem ter que aguardar a banca de revista mais próxima abrir ou esperar o grito do jornaleiro EXTRA! EXTRA!

As informações do jornalismo de rede são muito rápidas, porém como nada é perfeito ocorre algumas falhas por conta da informação instantânea. Exemplo disso são os erros de português e ortografia por falta de conferência. Mas tem a sua vantagem de informação e atingindo ao ponto máximo da interatividade de rede, perenidade que é a capacidade de memória, hipertextualidade, personalização de conteúdo, customização e instantaneidade, automatizando os seus próprios caminhos para a notícia da sua preferência.

No webjornalismo o leitor tem várias vantagens de participar dos temas bombásticos e polêmicos, enviando formulários com a sua opinião para o jornal e outros leitores, participando ativamente das notícias do mundo do ciberespaço.O webjornalismo usa várias formas de mídias fazendo uma espécie de convergência de todas. Exemplo disso são os áudios, fotos, vídeos, textos e hipertextos e em breve poderá ter informações olfativas com transmissão. O mundo abre as portas do ciberespaço para estes novos canais do webjornalismo.











Foto: Luciano Lucci Ramos


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CERÂMICAS DE MARAGOGIPINHO TEM TRADIÇÃO EXCLUSIVIDADE NA FEIRA DE SÃO JOAQUIM


Cerâmicas de Maragogipinho têm tradição e exclusividade na Feira de São Joaquim.

Produtos confeccionados em Maragogipinho, que é o maior pólo de arte cerâmica da América Latina, são vendidos com exclusividade na tradicional Feira de São Joaquim. Porquinho, agdá, nagé, caçarola, panela de barro, quartinha, travessa, talha, caneca, frigideira, cinzeiro são os produtos mais procurados, com destaque para o porquinho (porta-moedas), que é o mais vendido, com cerca de vinte mil unidades por mês, principalmente nas épocas de festas de largo.

Segundo Fernando Moreira, um dos proprietários da loja Artes e Barro, ele vai a Maragogipinho em busca do material para vender em sua loja. Afirmou que em época de festa de largo ou festa religiosa, os seus produtos tem maior procura no mercado artesanal, com destaque para a argila, que é vendida para as escolas de arte e também para uso medicinal, na cicatrização de feridas e na cura de algumas doenças de pele. Afirmou que em época de festa de largo ou festa religiosa, os seus produtos tem maior procura no mercado artesanal, com destaque para a argila, que é vendida para as escolas de arte e também para uso medicinal, na cicatrização de feridas e na cura de algumas doenças de pele.

Nedilson, proprietário há mais de trinta anos da loja Stand-Arte, loja pioneira desde a antiga Feira de Água de Meninos, falou emocionado que sua origem é de uma família tradicional da cultura do artesanato, e vendia os seus produtos na Feira dos Caxixis, tradicional na região. Disse ele que a tradição está acabando com a falta de apoio da cultura regional, pois os filhos da região estão saindo da cidade em busca de estudos e trabalho em outras regiões. Frisou que isto é preocupante!

Na loja Nau Artesanato, o proprietário Luís Alberto disse que há quatro anos compra produtos, dando destaque ao barro amarelo, que serve como cosmético para tratamento da pele. Destacou ainda que os produtos de Maragogipinho não abastecem suficientemente o mercado da Feira, tendo os feirantes que recorrerem a outros Estados para a compra de produtos para atender à procura dos clientes. Esta situação, segundo Luís Alberto, decorre da falta de artesãos na região.Salientou Nercília, filha de Vitorino, proprietário da loja Nazaré, que “falta mão-de-obra e talento em Maragogipinho, que vem do sangue de pai para filho”.

Os produtos de Maragogipinho já foram expostos no Teatro Castro Alves, em São Paulo, através da Bahiatursa, e em alguns países da América Latina e da Europa.

Reforma na Feira de São Joaquim abre as portas para o turismo.Os proprietários de lojas e os feirantes da Feira de São Joaquim disseram que depois da reforma as portas se abriram para o turismo. Os turistas que comparecem ao local ficam satisfeitos com a limpeza e a organização da feira.




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PRAIAS DO SUBÚRBIO DE SALVADOR ESTÃO LIVRES DE ESGOTOS


No trecho compreendido entre a avenida Contorno até São Tomé de Paripe foram eliminados 264 pontos de esgotos, tendo Salvador o índice de cobertura em esgotamento sanitário em torno de 71%, até o momento, informou a Assessoria de Comunicação da Embasa.

Para ver de perto os benefícios que as intervenções já trouxeram para os banhistas, pescadores e moradores do local, o Centro de Recursos Ambientais (CRA) afirma que o monitoramento das praias é feito de segunda a sexta-feira, com exceção de Periperi e Penha, que são impróprias para a pesca e banho devido à influência das enseadas que tem um desnível elevatório.

A Assessoria de Comunicação da Embasa afirma que “não existe nenhum lançamento indevido de esgoto no subúrbio de Salvador. Na vertente Atlântica (que compreende o trecho entre Porto da Barra até Stela Maris) foram eliminados os 73 pontos de esgoto”. O monitoramento das praias tem como objetivo as medidas preventivas e corretivas para a manutenção da qualidade das águas.

A praia de São Tomé de Paripe é considerada uma das mais freqüentadas da Baía de Todos os Santos. Localizada no bairro do mesmo nome, o mar com suas águas calmas é propício para a prática de windsurf, esqui aquático, caiaque e pescaria. Também é muito procurada nos finais de semana pelos moradores da região e turistas.

 O motivo deve-se ao fato da recente despoluição das praias da região e os benefícios que propiciaram ao meio ambiente.O descaso com as praias do subúrbio era assustador, segundo os moradores do local. Depois da despoluição das praias houve uma melhora expressiva ao aspecto das praias do subúrbio, elevando a auto-estima e a qualidade de vida dos seus moradores. Salvador, de 13 de junho de 2007.




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