quinta-feira, 29 de maio de 2008

CERÂMICAS DE MARAGOGIPINHO TEM TRADIÇÃO EXCLUSIVIDADE NA FEIRA DE SÃO JOAQUIM


Cerâmicas de Maragogipinho têm tradição e exclusividade na Feira de São Joaquim.

Produtos confeccionados em Maragogipinho, que é o maior pólo de arte cerâmica da América Latina, são vendidos com exclusividade na tradicional Feira de São Joaquim. Porquinho, agdá, nagé, caçarola, panela de barro, quartinha, travessa, talha, caneca, frigideira, cinzeiro são os produtos mais procurados, com destaque para o porquinho (porta-moedas), que é o mais vendido, com cerca de vinte mil unidades por mês, principalmente nas épocas de festas de largo.

Segundo Fernando Moreira, um dos proprietários da loja Artes e Barro, ele vai a Maragogipinho em busca do material para vender em sua loja. Afirmou que em época de festa de largo ou festa religiosa, os seus produtos tem maior procura no mercado artesanal, com destaque para a argila, que é vendida para as escolas de arte e também para uso medicinal, na cicatrização de feridas e na cura de algumas doenças de pele. Afirmou que em época de festa de largo ou festa religiosa, os seus produtos tem maior procura no mercado artesanal, com destaque para a argila, que é vendida para as escolas de arte e também para uso medicinal, na cicatrização de feridas e na cura de algumas doenças de pele.

Nedilson, proprietário há mais de trinta anos da loja Stand-Arte, loja pioneira desde a antiga Feira de Água de Meninos, falou emocionado que sua origem é de uma família tradicional da cultura do artesanato, e vendia os seus produtos na Feira dos Caxixis, tradicional na região. Disse ele que a tradição está acabando com a falta de apoio da cultura regional, pois os filhos da região estão saindo da cidade em busca de estudos e trabalho em outras regiões. Frisou que isto é preocupante!

Na loja Nau Artesanato, o proprietário Luís Alberto disse que há quatro anos compra produtos, dando destaque ao barro amarelo, que serve como cosmético para tratamento da pele. Destacou ainda que os produtos de Maragogipinho não abastecem suficientemente o mercado da Feira, tendo os feirantes que recorrerem a outros Estados para a compra de produtos para atender à procura dos clientes. Esta situação, segundo Luís Alberto, decorre da falta de artesãos na região.Salientou Nercília, filha de Vitorino, proprietário da loja Nazaré, que “falta mão-de-obra e talento em Maragogipinho, que vem do sangue de pai para filho”.

Os produtos de Maragogipinho já foram expostos no Teatro Castro Alves, em São Paulo, através da Bahiatursa, e em alguns países da América Latina e da Europa.

Reforma na Feira de São Joaquim abre as portas para o turismo.Os proprietários de lojas e os feirantes da Feira de São Joaquim disseram que depois da reforma as portas se abriram para o turismo. Os turistas que comparecem ao local ficam satisfeitos com a limpeza e a organização da feira.




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