quinta-feira, 29 de maio de 2008

DESIGN GRÁFICO NA DÉCADA DE 60: O PSICODELISMO, OS PROTESTOS E ÁS NOVAS TÉCNICAS



Foi durante a década de 60 que o design gráfico era visto como uma solução para os problemas de comunicação. Era algo semelhante à moda da época, tendo a preocupação do bom gosto do moderno e até mesmo avançado, e não se tratando somente de uma arte visual, mas também verbal, atraindo o interesse dos acadêmicos.

Nos anos 60 os designers sentiram os efeitos nas mudanças técnicas, apesar da sua percepção de que havia mais coisas na comunicação além de seu conteúdo óbvio. A fotografia foi uma inovação fundamental por sua geração de imagem em preto e branco e em cores, permitindo o espacejamento de letras como meio de composição. Atualmente os computadores permitem o armazenamento, o photoshop e a rápida organização das informações.

A partir dos anos 60 houve mudanças nos hábitos, diversificação e desafios profissionais envolvendo os fatores culturais políticos do que, o propriamente dito, mudanças tecnológicas. A guerra do Vietnã (1964-75), os protestos sociais, a revolução cubana, a música pop e o uso de drogas alucinógenas foram expressos em linguagem gráfica.

As mudanças também foram feitas por questões pessoais dos próprios designers. Exemplo disso é Wes Wilson, um dos designers mais importante da época, que se utilizava do LSD para escolher suas cores e gráficos em experiências visuais. O psicodélico era liberdade de expressar a combinação de efeitos de vibração óptica, obtidos por meio de cores.

O nome mais conhecido dos designers psicodélicos do estado da Califórnia (USA) era Victor Moscoso, o único com formação em arte. Moscoso combinava letras formais que ele tornava quase ilegíveis, utilizando os espaços existentes entre as mesmas e dentro delas era contrabalançado pelas próprias letras utilizando do mesmo, cores adjacentes contrastando entre si com igual intensidade.

No final dos anos 60, os estudantes e grupos de protestos dominaram as técnicas de impressão alcançando de forma surpreendente o desafio ao avanço técnico e a mídia eletrônica. A principal técnica utilizada pelos estudantes era a serigrafia, e os slogans eram inspirados nos gritos de guerra, usados pelos próprios para desafiar a polícia na revolta estudantil em maio de 1968, em Paris (França). Eram produzidos pôsteres no atelier Populaire pelos estudantes da École Dês Beaux-Arts ( Escola de Belas Artes), utilizando o preto e o branco, na maioria das vezes. Eles exploravam a simplicidade nos meios gráficos.

Os pôsteres exerciam um importante apelo à paz e ao desarmamento. Eram considerados políticos e culturais. Além de objeto decorativo, tornou-se um símbolo de status e compromisso ideológico nas residências. Com isso, enalteceu os limites do design gráfico que não era mais visto apenas por interesses comerciais.











Foto: Luciano Lucci Ramos

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