sexta-feira, 31 de outubro de 2008

FILME: O JORNAL POR LUCIANO LUCCI RAMOS



O jornal é um filme do diretor Ron Howard que retrata de forma estapafúrdia a rotina de um tablóide de Nova York (The Sun). O cotidiano de uma redação é mostrado no filme, que não respeita o código de ética do jornalismo. O diretor apresenta um ambiente com brigas, roubos, tiros, agressão física e verbal, ameaças de fontes e cortes constantes de matérias. Esta última rotineira numa redação de jornal não fictícia.

O filme gira em torno de dois inocentes jovens negros que são acusados de assassinar dois brancos. O personagem Henry Hackett, interpretado pelo ator Michael Keaton, descobre a inocência dos jovens e a tensão cresce em busca da nova manchete. Ele tem que correr contra o tempo e a hierarquia do jornal para poder mudar a vida dessas pessoas e ser reconhecido por sua chefe.

Claro que se trata de uma comédia americana, levando em consideração o stress do dead line dos personagens do filme, que é próximo da realidade de uma redação, estando sob tensão constantemente.

O filme aborda o drama da vida pessoal dos personagens Diretor-Executivo, Administrativo, Comercial, Redação, Editor-Chefe, Chefe de Reportagem, Diagramadores, jornalistas, fotógrafos e repórteres que acabam esquecendo-se de si e dos familiares em busca de uma grande manchete ou matéria jornalística.

Nessa ficção adaptada para o cinema, o furo jornalístico está acima da ética e dos bons conceitos. Em uma das cenas, um jornalista é dispensado por ser ético demais... é hilário, afinal, o profissional da comunicação tem como dever informar e ser informado, ter acesso à informação correta e veracidade dos fatos. O compromisso com a responsabilidade social é de fundamental importância.

A conclusão desse filme é ver que, infelizmente, mesmo numa ficção cinematográfica, o profissional da comunicação é visto como aquele que tem a capacidade de mudar os fatos a qualquer custo, passando por cima da hierarquia e quebrando o código de ética. O que vi no filme foi uma comédia motivada por hipérboles e sarcasmo sobre o dia-a-dia de uma redação de jornal.





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SEQÜESTRO RELÂMPAGO


A advogada Luciana Vilar, 27 anos, tomava água de coco no Jardim dos Namorados, em uma sexta-feira por volta das 16 horas, quando foi abordada por seqüestradores ao retornar à seu veículo. Dois homens armados a renderam. Ela levava em sua bolsa apenas 10 reais, o celular e a carteira de habilitação.

 “Na ocasião do seqüestro não acreditei que isto estava acontecendo comigo... mantive a calma o tempo todo. Quase entrei em pânico quando eles pegaram a BR 324. Foram duas horas de tortura e o carro estava em alta velocidade. Os vidros escuros do veículo, ao invés de me ajudarem, acabaram me prejudicando, pois não tinha como acenar por socorro”.


Ela foi liberada ilesa duas horas depois e o veículo levado pelos sequestradores. “Tive muita sorte, pois não possuia em mãos cartões de crédito, talão de cheques nem dinheiro...”, concluiu.
A Secretaria da Segurança Pública afirma que o seqüestro relâmpago é um crime muito comum nos grandes centros urbanos e interiores dos estados brasileiros. Tornou-se um modismo entre os marginais. As vítimas, após seqüestradas, são mantidas por um curto espaço de tempo com os bandidos (algumas horas), o que parece uma eternidade para quem está sob ameaça.

Artimanhas dos bandidos - Os alvos preferidos dos bandidos são mulheres, idosos e pessoas sozinhas. Eles apossam-se dos cartões magnéticos, cheques assinados, dinheiro, jóias e, geralmente, as pessoas são agredidas e seus familiares ameaçados.


As abordagens acontecem, usualmente, quando o indivíduo está embarcando em seu veículo estacionado em via pública e, principalmente em locais de pouco movimento, mal iluminados e nas proximidades das favelas.

O tempo que elas permanecem com os seqüestradores é, geralmente, apenas o necessário para que façam saques e compras com os seus cartões de crédito.


Ocorrem, também, quando está chegando em casa e se preparando para colocar o veículo na garagem; e nas paradas a fim de discutir pequenas “batidinhas” com veículos - feitas de propósito pelos infratores -, principalmente à noite.


Os sequestradores também atacam quando alguém transita sozinho por ruas de pouco movimento, ao chegar em suas residências, não observando a presença de gente estranha próxima do portão e ao procurar caixa eletrônico para fazer saques, sem verificar a existência de suspeitos nas proximidades.


O Centro de Documentação e Estatística Policial (CEDEP), da Secretaria da Segurança Pública da Bahia, informou que, entre janeiro e julho de 2008, foram registrados 11 ocorrências na capital baiana e uma na Região Metropolitana de Salvador.

Box/Quadro
Para evitar a ocorrência desse tipo de delito, a Secretaria de Segurança Pública fornece algumas recomendações:


COMO EVITAR:

• Sempre que possível, mudar os caminhos e horários habituais;

• Procurar observar, antes de sair ou entrar em casa, se não há pessoas estranhas nas proximidades ou reparos (água, luz, telefone etc.) intermináveis. Na dúvida, não entrar ou sair. Ligar para a polícia;

• Evitar ostentar riqueza, especialmente por meio de seu veículo;

• Não comentar publicamente valores de seus bens ou planos de viagens, negócios etc. Os seqüestradores podem chegar à fila do shopping e começar a puxar papo e depois seguir você e atacar;

• Suspeitar de telefonemas desconhecidos ou pesquisas solicitando informações sobre moradores ou hábitos da casa. Instruir crianças e funcionários a não comentarem nada (rotina, hábitos etc.);

• No caminho do trabalho, procurar memorizar postos policiais do percurso. Em caso de perseguição, se dirigir a um;

• Evitar parar em locais pouco movimentados e mal iluminados;

• Observar se não está sendo seguido e se não há veículos estranhos parados em sua rua, com pessoas desconhecidas;

• Ficar atento nos cruzamentos; nunca encostar no carro da frente (pare em uma distância em que seja possível enxergar pelo menos parte do pneu do carro da frente). Evitar as faixas das extremidades e a primeira fila de veículos. Mantenha a atenção e portas e vidros fechados;

• À noite, ao se aproximar do farol, reduzir a velocidade, para dar tempo de o sinal ficar verde sem ter que parar seu veículo;

• Ao descer do veículo ou entrar nele, verificar se não está sendo observado. As vítimas costumam ser atacadas no momento do embarque ou desembarque (atenção para abrir/fechar portão, colocar o cinto etc.);

• Evitar levar na carteira vários cartões de banco, talões de cheque (fique com folhas avulsas) e senhas eletrônicas anotadas. Levar consigo pequenas quantias em dinheiro e ter sempre dinheiro trocado que possa ser entregue ao ladrão;

• Quando sair do banco ou do caixa eletrônico, verificar sempre se você não está sendo seguido;


COMO PROCEDER SE VOCÊ FOR VÍTIMA:

• Caso seja abordado, manter a calma e seguir as instruções dos seqüestradores;

• Não reagir; Manter as mãos no volante e tentar comunicar-se, indicando claramente o que vai fazer. Por exemplo, se for tirar o cinto, avise: “Vou tirar o cinto com esta mão, posso?”;

• Jamais ameace um seqüestrador;

• Não tentar fugir;

• Não se curvar totalmente aos seqüestradores, ou seja, não demonstrar ter medo, a ponto de eles acharem que você é muito frágil. Mas também não os subestime e não seja audacioso.

• Ficar calmo e tentar ser flexível e ter em mente que o seqüestro vai durar algumas horas, mas que eles só querem o dinheiro, na maioria dos casos.






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HOSPITAIS PUBLICOS DE SALVADOR - BA


O amor à medicina é coisa do passado? O que faz os médicos por amor ao próximo sem visar o lucro? Há que ponto a medicina chegou com o pensamento comercial? O respeito à vida por parte do estado é uma piada?

São perguntas que todas as vítimas, independentemente de recursos financeiros, e que passam por momentos dolorosos, fazem. Os hospitais públicos e prontos socorros são muitas vezes comparados a açougues, onde seres humanos não têm valor, são mal tratados, humilhados, torturados psicologicamente e mortos por negligência e descaso.

As causas são a crescente escassez de recursos, dificuldades de acesso aos exames ambulatoriais e medicamentos, a falta de leitos, lentidão e desorganização das filas de transplantes, máquinas de hemodiálise precárias.

Também problemas na higiene hospitalar, incapacidade de atendimento às gestantes, falta de anestesiologistas, plantonistas, grosserias verbais por parte de funcionários ao cidadão carente contribuem para isso. É lamentável!

A conscientização dos profissionais da saúde para a questão da humanização dos ambientes hospitalares é fundamental para a melhoria, e mudar o conceito que o cliente não é o paciente, e sim o governo que paga as contas e por pagar pouco não merece consideração.

A conclusão: é financeiramente vantajoso para os médicos trocar o serviço publico pelo sector privado. Com isso as portas nas unidades públicas de saúde ficam abertas permanentemente para as saídas dos mesmos e a entrada constante dos doentes.

O enrijecimento desses profissionais da saúde começa na faculdade de medicina, afastando emoções e sentimentos, em nome da objetividade. Esse raciocínio ambíguo os fazem acreditar que a doença não é uma pessoa, e não se deve gostar dela. O que é um erro confundir pessoas enfermas e carentes com a própria doença.

A situação da saúde se agrava mais! Quanto ao crime do exercício ilegal da medicina, cobrar taxas extras para atender pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), como acontece de forma ilícita por parte de fraudadores, é injusto. Infelizmente a deficiência de unidades públicas de saúde no nosso país é uma vergonha!

Cabe ao Ministério Público apurar tamanho descaso com a vida humana. O direito a saúde é constitucional e dever do Estado. Afinal, os impostos são pagos pela população para, dentre outras obrigações do Estado, criar condições de atendimento em unidades públicas de saúde, programas de prevenção, medicamentos e atendimento universal e integral.

A solução dessa calamidade pública é garantir a gestão eficaz do dinheiro público. O consenso igualitário da saúde, solidariedade, cooperação, respeito ao próximo, dignidade e amor são os ingredientes para uma sociedade melhor na dimensão da vida.





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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

LUCIANO RAMOS (JORNALISTA)



LUCIANO LUCCI RAMOS nasceu na cidade de Senhor do Bonfim-Bahia, vindo a residir em Salvador com apenas um ano de idade. A sua vocação para a fotografia surgiu na infância, utilizando a máquina fotográfica como brinquedo predileto. Sua habilidade pela arte fotográfica foi crescendo e, aos 15 anos, iniciou suas atividades, de forma amadora, demonstrando desenvoltura e talento pela profissão.


Tornou-se fotógrafo profissional aos 17 anos, afirmando sua aptidão profissional, exercendo-a com zelo o fotojornalismo. Hoje esse jornalista com características próprias, com a fotografia documental, tem como função chamar a atenção para a notícia.












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A DINÂMICA DA DEONTOLOGIA NAS REDES


Esse conjunto de deveres, princípios e norma ética, pensamento filosófico e essa conduta ideal do homem, torna-se um conjunto de regras ordenadas e justas para a sociedade.

Perfeito até então: postura centrada e qualificada para ciência, que estuda as diversas teorias. Na prática jornalística é altivo estabelecer o exercício profissional.

Mas a dinâmica da deontologia no ciberespaço muda de conceito, o sistema das notícias e seus padrões jornalísticos ganham “asas à liberdade”. Rompendo regras e dificultando o modelo deontológicos aprioristicos.

Nessa nova modalidade da rede, muitos jornalistas tem trocado a reflexão pelo operacionalismo, matematicamente acumulando dados. Essa faca de dois gumes possibilita a informação instantânea e pouca reflexão.

Esse processo evolutivo pelas redes digitais por onde navega a sociedade acaba aumentando a crise das normas convencionais. E mudando o conceito de que não importa se os valores sejam “bons” ou “maus”, o que realmente basta são novos valores frente aos velhos.

As organizações jornalísticas reúnem vários profissionais, através do acesso da rede, que fica cada vez mais ampla e diversificada convencendo aos usuários a produzirem seus conteúdos. Isso significa que a credibilidade jornalística através da evolução das redes, deixou claro que a confiança da sociedade para com as notícias não é mais da mesma forma clássica, obedecendo rigorosamente o exercício de normas e prescrições do código de ética.

Com isso fica claro que a modernidade restringe a ética de certo modo. No ciberespaço a deontologia não descarta os códigos de ética, mas transforma a percepção do profissional da área.





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DAS RELAÇÕES PROFISSIONAIS (CAPÍTULO IV)



Das relações profissionais fixei nas cláusulas dos Art. 13 e 14 para expor minha opinião mediante o código de ética. É um elemento vital no jornalismo, consciência moral, caráter, dever, filosoficamente expressa o que é bom para o indivíduo e sociedade.

Um jornalista consciente do dever de informar está aberto às opiniões independente dos seus conceitos. Respeitando as divergências alheias, seja religião, etnia, política, sexualidade ou nacionalidade.

Portanto, o profissional deve e pode recusar-se a executar tarefas que desabonem o código de ética ou agridam suas convicções. É importante a relação de respeito entre profissionais sem que haja razões de ameaça, assédio moral ou sexual.

É correto e justo que as funções jornalísticas sejam correspondentes ao trabalho extra. Mas será que funciona assim?

A Comissão Nacional de Ética (CNE), órgão com poderes para julgar as denúncias de transgressão ao código de ética dos jornalistas, ver quando o profissional é injustiçado ou vítima do poder da hierarquia?

O código trata das relações entre jornalistas dizendo o que um profissional da comunicação não deve fazer com o seu companheiro de profissão, por exemplo: “acumular funções jornalísticas ou obrigar outro profissional a fazê-lo”; “ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional”; e “criar empecilho à legítima e democrática organização da categoria”.

E se o próprio profissional da comunicação resolver denunciar o seu chefe ficará tudo bem no currículo?

São perguntas que ficam flutuando sem respostas. Afinal, no quarto poder nem todos seguem o código de ética jornalística ao pé da letra. Mas na ética de ser um profissional politicamente correto a resposta é sim!





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A FOTOGRAFIA JORNALÍSTICA








A fotografia jornalística oferece uma visão ampla com objetividade no assunto escolhido e que através da imagem possa convencer a veracidade do fato. Analisando o jornal Correio da Bahia do dia 10 de outubro 2008, percebi que etnograficamente, as fotos não deixam a nossa cultura afro-brasileira fora do cardápio, exemplo, na matéria “Pelô na Copa”.

É importante ressaltar que a capa do jornal traz uma fotografia em movimento de perfeita percepção para a manchete, que diz “Estrada da morte concentra 23% dos acidentes”. A fotografia já diz tudo, os carros correndo freneticamente ao escurecer, dando uma dramaticidade ao acontecimento.

Na matéria “casal vai as ruas pedir emprego”, a fotografia disse através dos meus olhos. “Não precisa ler a matéria”,a função foi chamar atenção da notícia antes mesmo de ser lida. Essa é o objetivo da fotografia jornalística falar tudo na imagem.

No anúncio “Festiva Comida di Buteco divulga os vencedores” a sinestesia na foto é de fato importante. As fotos em que aparecem pessoas expressando sua dor fica clara a sensibilidade fotográfica. Portanto, a imagem é de fundamental importância para substituir a linguagem verbal ou escrita.

Na categoria esportiva, o impacto das fotos afirma a expressão de sucesso ou de derrota, com características próprias. Finalizo essa análise com a foto documental de Dow Jones desesperado no pregão em Nova York.




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