sexta-feira, 31 de outubro de 2008

HOSPITAIS PUBLICOS DE SALVADOR - BA


O amor à medicina é coisa do passado? O que faz os médicos por amor ao próximo sem visar o lucro? Há que ponto a medicina chegou com o pensamento comercial? O respeito à vida por parte do estado é uma piada?

São perguntas que todas as vítimas, independentemente de recursos financeiros, e que passam por momentos dolorosos, fazem. Os hospitais públicos e prontos socorros são muitas vezes comparados a açougues, onde seres humanos não têm valor, são mal tratados, humilhados, torturados psicologicamente e mortos por negligência e descaso.

As causas são a crescente escassez de recursos, dificuldades de acesso aos exames ambulatoriais e medicamentos, a falta de leitos, lentidão e desorganização das filas de transplantes, máquinas de hemodiálise precárias.

Também problemas na higiene hospitalar, incapacidade de atendimento às gestantes, falta de anestesiologistas, plantonistas, grosserias verbais por parte de funcionários ao cidadão carente contribuem para isso. É lamentável!

A conscientização dos profissionais da saúde para a questão da humanização dos ambientes hospitalares é fundamental para a melhoria, e mudar o conceito que o cliente não é o paciente, e sim o governo que paga as contas e por pagar pouco não merece consideração.

A conclusão: é financeiramente vantajoso para os médicos trocar o serviço publico pelo sector privado. Com isso as portas nas unidades públicas de saúde ficam abertas permanentemente para as saídas dos mesmos e a entrada constante dos doentes.

O enrijecimento desses profissionais da saúde começa na faculdade de medicina, afastando emoções e sentimentos, em nome da objetividade. Esse raciocínio ambíguo os fazem acreditar que a doença não é uma pessoa, e não se deve gostar dela. O que é um erro confundir pessoas enfermas e carentes com a própria doença.

A situação da saúde se agrava mais! Quanto ao crime do exercício ilegal da medicina, cobrar taxas extras para atender pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), como acontece de forma ilícita por parte de fraudadores, é injusto. Infelizmente a deficiência de unidades públicas de saúde no nosso país é uma vergonha!

Cabe ao Ministério Público apurar tamanho descaso com a vida humana. O direito a saúde é constitucional e dever do Estado. Afinal, os impostos são pagos pela população para, dentre outras obrigações do Estado, criar condições de atendimento em unidades públicas de saúde, programas de prevenção, medicamentos e atendimento universal e integral.

A solução dessa calamidade pública é garantir a gestão eficaz do dinheiro público. O consenso igualitário da saúde, solidariedade, cooperação, respeito ao próximo, dignidade e amor são os ingredientes para uma sociedade melhor na dimensão da vida.





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