segunda-feira, 13 de abril de 2009

MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM SALVADOR - BA






As águas de março ainda não chegaram em Salvador. O fenômeno meteorológico que provoca as chuvas começa a agir entre abril e junho. Nesses meses vai haver uma maior freqüência de dias nublados e chuvas em Salvador

Heráclito Alves de Araujo, do Centro Estadual de Meteorologia da Bahia (CEMBA), informou que o estado é extremamente vulnerável às mudanças do clima decorrentes de sua estrutura geográfica. Pavimentação, poluição e urbanização são fatores que influenciam na própria região causando os fenômenos meteorológicos.

A Bahia sofre com os impactos do aquecimento global. Geograficamente, a capital baiana fica numa península e o mar favorece a dispersão dos poluentes, trazendo correntes de ar. “Existem duas coisas que devemos distinguir sobre mudanças climáticas e mudanças no clima. Mudanças climáticas estão relacionadas com séculos e décadas que foram alteradas em decorrência do aquecimento global, que causa o efeito estufa com a atitude do homem”, esclareceu Heráclito.

Já as mudanças no clima, ou alterações climáticas, se referem a alterações rápidas na temperatura. De acordo com o meteorologista, em Salvador sempre houve a inversão térmica que deriva da urbanização e seus poluentes associados dentro da cidade.

Outro fator preocupante é a chuva ácida, um fenômeno regional que gera os gases poluentes, como dióxido de carbono (CO2), que reage com a água, formando um ácido carbônico. O pH (índice de acidez) desta solução é 5,6. Assim, a água é naturalmente ácida pelo dióxido de carbono.

Qualquer chuva com pH abaixo de 5,6 é considerado excessivamente ácido. Dióxido de nitrogênio (NO2) e dióxido de enxofre (SO2) podem reagir com substâncias da atmosfera produzindo ácidos e gases que dissolvem em gotas de chuva. Esses ácidos causam prejuízo à lavoura, danificando o solo e conseqüentemente a saúde do homem.

A incidência é maior nas regiões industrializadas e povoadas, prejudiciais ao meio ambiente, a exemplo do Pólo Petroquímico de Camaçari, segundo o Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ).



Mudanças climáticas ameaçam a saúde

O fenômeno natural da mudança climática e inversão térmica provocam problemas de saúde como alergia respiratória, asma, rinite, bronquite e pneumonia que atacam principalmente crianças, idosos e enfermos.

O Instituto de Dermatologia e Alergia da Bahia (IDAB) tem um cálculo de pessoas durante os períodos de chuvas e mudanças climáticas. São atendidas por dia 42 casos de pessoas com alergia respiratória, asma, rinite e bronquite no bairro do Canela, 37 no Itaigara e 20 casos em Roma, segundo a Gerente Administrativa do IDAB Michele Maria Fragozo.



O que pode ser feito para solucionar a questão:

A ótica preventiva da política ambiental visa diminuir o nível de poluição do ar dos grandes centros urbanos, intensificando a fiscalização nas regiões onde ocorrem queimadas irregulares, substituindo os combustíveis fósseis por bicombustíveis e empregando energias renováveis por serem abundantes, favorecendo, assim, a composição atmosférica do planeta.








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