sábado, 13 de novembro de 2010

VÍDEO DOCUMENTÁRIO 'A HISTÓRIA DA CASA DE YEMANJÁ"

Este produto é um vídeo documentário etnográfico, jornalístico, em formato de tela widescreen, com 52min, que conta a história da Casa de Yemanjá, localizada no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Mostra a relação entre a primeira festa da Mãe d’Água e o crescimento dos festejos de dois de fevereiro, e as mudanças que ocorreram ao longo do tempo, desde o surgimento da Casa do Peso, à transformação em Casa de Yemanjá, até os dias atuais.

Participaram do vídeo documentário:

O historiador Ubaldo Marques Porto Filho, escritor de vários livros, sobre o bairro do Rio Vermelho, foi o primeiro a contar a história da Casa do Peso em alguns dos seus livros, que contam a história da Bahia. Pioneiro na literatura técnica de turismo da Bahia, Ubaldo participou da fundação da sessão baiana da Associação Brasileira dos Jornalistas e Escritores de Turismo (ABRAJET). Foi presidente do Conselho de Cultura e Turismo do Rio Vermelho por 10 anos, desde a sua fundação. Dos principais livros lidos do escritor, destacamos: “Dois de Fevereiro no Rio Vermelho” e “Rio Vermelho, de Caramuru a Jorge Amado”. O autor participou do vídeo documentário com os seus depoimentos.

O professor Ubiratan Castro de Araújo. Ele é Licenciado em História pela Universidade Católica de Salvador, bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia, doutor em História pela Université Paris IV – Sorbonne e mestre em História pela Université Paris X – Nanterre. Professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, foi diretor do Centro de Estudos Afro-Orientais daquela Instituição, presidente da Fundação Cultural Palmares, e atual presidente do Conselho para o Desenvolvimento das Comunidades Negras de Salvador.

 O artista plástico Manoel do Bomfim, que foi funcionário da Escola de Belas Artes da UFBA e criador da estátua da Mãe d’Água da Casa de Yemanjá, inaugurada do ano de 1967.
A mãe-de-santo Valdelice Maria dos Santos, conhecida como mãe Aice de Oxossi, que é responsável pelo presente de Yemanjá para o dois de Fevereiro e também pela abertura da festa, começando na madrugada da mesma data, no Dique do Tororó .
O artista plástico Marcelo Gato, autor do projeto de uma estátua para a Casa de Yemanjá.

O artista plástico Ed Ribeiro, autor de diversas obras, responsável pela beleza da Casa de Yemanjá, no bairro do Rio Vermelho, presenteando-a com um mosaico de cores e figuras do mar.
A bibliotecária Sônia Morelli, Formada pela Escola de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal da Bahia, atual ICI - Instituto da Ciencia da Informação, em 24-08-1974, atualmente exerce a função de diretora da Biblioteca Juracy Magalhaes Jr. Rio Vermelho desde 2002. Lecionou na Escola de Biblioteconomia em 1994, como professora substituta, coordenadora da Biblioteca Barachisio Lisboa ( biblioteca juridica ), diretora da Biblioteca da Universidade Catolica do Salvador ( Campus Federação ) e Bibliotecaria da Biblioteca do Mestrado em Saude Comunitária da UFBa.
O pescador veterano da Casa do Peso, Joaquim Manoel dos Santos, conhecido como “Mateiga”.

A SEREIA DO ARTISTA PLÁSTICO: MANOEL DO BOMFIM

A CONCLUSÃO DE LUCIANO RAMOS SOBRE O SEU VÍDEO DOCUMENTÁRIO "A HISTÓRIA DA CASA DE YEMANJÁ".

Começamos aqui uma súmula dos conceitos sobre uma produção documentária, uma narrativa do modo de fazer cinema documentário. Encontramos uma forma didática para a representação documentária com um diversificado panorama sobre as principais questões do assunto escolhido – A História da Casa de Yemanjá – com ilustrações de arquivo e imagens de fundo inédito. Foi feita a contextualização com uma proposta formulada pelo autor e a sua visão determinada do assunto escolhido.

A afirmação de que a ficção possibilita a separação da realidade e o documentário é a não-ficção, ou melhor, a verdade propriamente dita, não é verdadeira. Existem formas que possibilitam a junção dos dois opostos, uma que a ficção faz parte do nosso imaginário. Fazer cinema-ficção é transformar a nossa imaginação em sensações de verdade. Nós ficamos com medo em filmes de terror, choramos em dramas, sorrimos com comédias e nutrimos uma sensação masoquista em um belo suspense. Com a não-ficção também isso pode ser possível!

Fazer um vídeo documentário é trazer autenticidade do tema escolhido, realismo, verossimilhança em suas histórias. Acreditamos que vemos naquilo que foi documentado um novo ponto de vista.

Quando acreditamos naquilo que foi visto em um vídeo documentário, tornamo-nos testemunhos da história projetada. Os depoimentos nos fazem perceber como é o mundo e ou a maneira como poderíamos agir nele. Vemos um mundo documental com suas imagens e depoimentos, daí percebemos um novo universo mais claro na nossa percepção.

Percebemos que os vídeos e filmes documentários nos mostram o mesmo fascínio e a mesma emoção que temos ao ver um filme de ficção. Fazer um documentário é dar voz própria às nossas idéias, é abordar assuntos de consenso ou solução social, enfatizando os problemas e as características do assunto abordado.

Qualquer filme é um documentário. Seja por satisfação de desejos, como os de ficção ou por representação social não-ficção, com suas histórias e narrativas que diferenciam a forma de mostrar a história. Os filmes de ficção expressam os nossos desejos e sonhos, temores e pesadelos. Transformam e concretizam de forma visível e auditiva a nossa imaginação. Faz-nos deliciar com a possibilidade de sair desse mundo que nos cerca para outros mundos.

Os documentários de não-ficção, como são chamados os de representação social, nos mostram de forma clara o mundo real que ocupamos e compartilhamos, restituindo de forma visível e audível a realidade social.

Foram realizadas pesquisas nos seguintes Órgãos:

• Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)

• Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO)

• Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB)

• Fundação Gregório de Mattos

• Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)

• Biblioteca Juracy Magalhães Jr.


FOTOS DO MAKING OFF


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