sexta-feira, 5 de novembro de 2010

YEMANJÁ "PORTO DOS MILAGRES"


Numa noite em Arembepe a lua platinava o oceano. Estava “Porto dos Milagres”, cheia, cor de prata, transformando o mar azul marinho numa passarela de beleza. Fiquei hipnotizado com as estrelas que caiam do céu mergulhando nas águas. A brisa doce acariciava minha pele. A música que vinha das ondas cintilantes mesclavam com a areia branca. O perfume era inebriante! Naquele momento, andando pela praia, ouvi o canto de Yemanjá.

A Rainha do Mar caminhava nas águas salgadas formando um véu de luz. Trajava um vestido turquesa, cabelos negros e longos que bailavam no vento. Cada passo da mãe D’Água representava uma súplica, uma oração, um pedido. Olhei atentamente para o diadema que ela usava e procurei a estrela que enfeitava a sua testa. No lugar estava o planeta terra do tamanho de uma bola de tênis que girava numa inquietude profunda que oprimia o coração.

Naquele momento, Yemanjá pôs a pequena esfera na palma da mão e mergulhou nas profundezas das águas noturnas. Percebi que a mãe das águas salgadas pedia paz, amor e respeito à natureza, para que o planeta continue girando brilhante e azul.








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