sexta-feira, 18 de maio de 2012

UMA PRODUÇÃO DOCUMENTÁRIA DE LUCIANO LUCCI RAMOS

DVD

Começamos aqui uma súmula dos conceitos sobre uma produção documentária, uma narrativa do modo de fazer cinema documentário. Encontramos uma forma didática para a representação documentária com um diversificado panorama sobre as principais questões do assunto escolhido – A História da Casa de Yemanjá – com ilustrações de arquivo e imagens de fundo inédito. Foi feita a contextualização com uma proposta formulada pelo autor Luciano Lucci Ramos e a sua visão determinada do assunto escolhido.


A afirmação de que a ficção possibilita a separação da realidade e o documentário é a não-ficção, ou melhor, a verdade propriamente dita, não é verdadeira. Existem formas que possibilitam a junção dos dois opostos, uma que a ficção faz parte do nosso imaginário. Fazer cinema-ficção é transformar a nossa imaginação em sensações de verdade. Nós ficamos com medo em filmes de terror, choramos em dramas, sorrimos com comédias e nutrimos uma sensação masoquista em um belo suspense. Com a não-ficção também isso pode ser possível!

Fazer um vídeo documentário é trazer autenticidade do tema escolhido, realismo, verossimilhança em suas histórias. Acreditamos que vemos naquilo que foi documentado um novo ponto de vista.

Quando acreditamos naquilo que foi visto em um vídeo documentário, tornamo-nos testemunhos da história projetada. Os depoimentos nos fazem perceber como é o mundo e ou a maneira como poderíamos agir nele. Vemos um mundo documental com suas imagens e depoimentos, daí percebemos um novo universo mais claro na nossa percepção.

Percebemos que os vídeos e filmes documentários nos mostram o mesmo fascínio e a mesma emoção que temos ao ver um filme de ficção. Fazer um documentário é dar voz própria às nossas idéias, é abordar assuntos de consenso ou solução social, enfatizando os problemas e as características do assunto abordado.

Qualquer filme é um documentário. Seja por satisfação de desejos, como os de ficção ou por representação social não-ficção, com suas histórias e narrativas que diferenciam a forma de mostrar a história. Os filmes de ficção expressam os nossos desejos e sonhos, temores e pesadelos. Transformam e concretizam de forma visível e auditiva a nossa imaginação. Faz-nos deliciar com a possibilidade de sair desse mundo que nos cerca para outros mundos.

Os documentários de não-ficção, como são chamados os de representação social, nos mostram de forma clara o mundo real que ocupamos e compartilhamos, restituindo de forma visível e audível a realidade social.

Com essas informações, registramos em um vídeo documentário a história da Casa de Yemanjá, com os seus pescadores e adeptos do Candomblé, a festa de dois de fevereiro, o presente da Mãe d‘Água, a peixaria da colônia Z-1 e o turismo em torno dos festejos de Yemanjá, no bairro do Rio Vermelho, que traduzem a força que Yemanjá tem na religiosidade e na cultura afro-brasileira, independentemente de posição social ou intelectualidade das pessoas.


Cartaz do filme