segunda-feira, 29 de junho de 2015

O RIO SÃO FRANCISCO PEDE PARA VIVER






O Rio São Francisco não pode morrer... Meu amado, Velho Chico! Se minhas lágrimas fossem o suficiente para trasborda-lo. Você Já estaria cheio e salvo! Como lamento...  O Rio da integração nacional. Clama pela sua vida.









“Eu sou o Rio São Francisco, também conhecido por muitos, como o velho Chico. Eu sempre dei tudo de mim para vocês; água limpa pra beber, para o banho, para o transporte, o peixe fresco para o alimento, enfim, tudo que vocês precisam, mas ultimamente, venho sofrendo bastante com a degradação e com uma grande sangria em uma das minhas artérias, chamada transposição. É infelizmente, muitos não ouvem meu gemido, pois ele é silencioso; por isso eu venho pedir para que todos vocês não deixem que jogue lixo nas minhas aguas, nem matem as minhas plantas ribeirinhas. Amigos eu peço pelo amor de Deus – eu não quero morrer, porque o meu desaparecimento afetará a sobrevivência de todos vocês.”


                                                                                                                              Velho Chico


















Fotos: Luciano Lucci Ramos


É PROIBIDA A REPRODUÇÃO, TOTAL OU PARCIAL, DO CONTEÚDO DE TEXTO E FOTOGRAFIA, SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO AUTOR DA OBRA. PROTEGIDO PELA LEI 9.610/98.

domingo, 28 de junho de 2015

SOS ÁGUAS DOURADAS DA CHAPADA DIAMANTINA







Revigorantes, douradas, escuras, avermelhadas ou ultra transparentes, graças ao Paraguaçu e seus afluentes. Segue o rumo da sua correnteza, sem secar consciente.  Não tire as arvores pelo amor de Deus para não secar suas nascentes. A seca no nordeste já é inconsciente. Plante, não desmate, isso já é o suficiente!

                                      Luciano Lucci Ramos
                                                                                                                                                  


Fotos: Luciano Lucci Ramos


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sábado, 27 de junho de 2015

A FLOR DO LAGO AZUL



Joguei no lago azul a semente do rancor.
A resposta germinou no orvalho e no calor.
A mais pura flor do sentimento de amor.
Que colhi com ardor e seu perfume ficou.
Nas mãos límpidas de quem muito te amou.

                                  Luciano Lucci Ramos























Foto: Luciano Lucci Ramos


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sexta-feira, 26 de junho de 2015

CHAPADA DIAMANTINA O REFÚGIO DE PEDRAS






Foram seis longos anos desfrutando do meu refúgio ecológico, com sua planície de um verde majestoso, rodeado de águas escuras, douradas e azuis. Águas que cantam por si, na presença da Mata Atlântica e sua magia cabal. Com seus cânions, rios, cachoeiras, córregos, imensos paredões, grutas, desfiladeiros e cavernas. Acompanhando a saudável natureza, e suas cinquenta espécies de plantas medicinais. Assim traduz a Chapada Diamantina.















Um paraíso com orquídeas, bromélias, trepadeiras, cactos e begônias. Na sua fauna habita mais de 250 espécies de aves.  Colorindo e cantando o campo rupestre. Com a flora e a fauna rica na sua biodiversidade. O Parque Nacional da Chapada Diamantina é um reduto de rara beleza. Confesso que minha passagem por seis anos, valeu uma enciclopédia de conhecimentos e aventuras. Mergulhando em cavernas e banhando-me em águas tão revigorantes, que eu renascia a cada banho.  Passei por cidades e povoados como: Vale do Capão, Andaraí, Mucugê, Igatú, Palmeira, Conceição dos Gatos, Ibicoara, Remanso, Rio das Contas e fiquei fascinado por Lençóis. Escolhi Lençóis para ficar os seis anos de paixão! Com 394 metros de altitude, Lençóis é basicamente o portal da Chapada Diamantina.













Foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Ipahn). Das minhas aventuras, flutuei na Pratinha, mergulhei no Poço do Diabo, Lapa Doce, Mucugezinho, as piscinas naturais do Serrano, Poços Azul e Encantado, Poço Halley. Naveguei no Pantanal de Maribus até a cachoeira do Roncador. Fiz inúmeras trilhas nessa jornada, trilhei na Cachoeira da Fumaça, no Vale do Capão, Cachoeira do Buracão, Cachoeira dos Cristais, Cachoeira do Cardoso, Fumacinha, Cachoeira do Palmital, Morro do Pai Inácio e Morro do Camelo. Nadei em inúmeras cachoeiras, em especial Cachoeira Ribeirão do Meio e Primavera.






































Sentir uma força mística no Poço Encantado e no Salão de Areias Coloridas. A escuridão da Gruta do Lapão causa uma sensação troante. Como se houvesse um reencontro com os primeiros habitantes, os índios Maracá. A Chapada Diamantina tem uma magia... um força renovadora.
































































































FOTO: LUCIANO LUCCI RAMOS


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