quarta-feira, 24 de junho de 2015

KAMIKAZE DE UM PIANO BAR



Esquecimento e renúncia por covardia de olhar a si próprio é cegar a própria imagem perante o espelho da verdade absoluta. Podemos mentir com utopia para simplesmente justificar as portas entreabertas da consciência. Mas não faremos o mesmo com os labirintos e seus corredores, que estampam com portas abertas para no final do longo corredor ter uma fechada! Não existe esconderijo para um fujão de si mesmo. O que existe é um abismo na consciência de ser e não poder... Por uma condenação sórdida e implacável do desejo. Não adianta correr para um piano bar e nem desenhar com palavras e letras, os lábios que desejas e não podes provar! Ser atormentado pelo refrão de um sentimento, assemelha-se as ondas radiofônicas da própria estupidez. Tua insensatez aumentou o volume do teu desespero causando um sórdido abandono devastador, sem clamor e sem defesa. A dor do abandono é tão cruel que o próprio Cristo, mesmo com a sua sagrada paixão não suportou, quando na iníqua cruz gritou em exasperação o nome do pai. Sentindo-se abandonado. Ser abandonado dói tiranicamente... Mas nos abandonarmos é deliberadamente um Kamikaze. 












































Foto: Luciano Lucci Ramos


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